30 outubro 2026

The Strategic Review #6 (Fev/1976)

A edição de fevereiro de 1976 conta com capa de R. Anderson e arte interior de John Seaton. 


Tim Kask anuncia a nova loja da TSR, The Dungeon, nome bem original…

É interessante perceber como a carência de conteúdo levava a um fomento de contribuições amadoras, como se fossem uma espécie de ponto de partida.

O teatro da mente de D&D começa a progredir, em função do anúncio de que a empresa Mini-Figs iniciaria sua linha de miniaturas (provável tradução), o que estaria propiciando pensar regras para o jogo na mesa. Da mesma forma, aconteceria com EPT.

Dave Arneson é formalmente citado como Diretor de Pesquisa da TSR, bem como Mike Carr, se juntando à “família” também.

Na coluna de Gary Gygax, temos a primeira explicação sobre alinhamento, com o significado de ordem e caos e suas relações com o bem e o mal. A coluna é recheada de exemplos e conceitos que demonstrem a não dicotomização entre os termos empregados. O resultado é, na verdade, um sistema de alinhamento mais abrangente, em que o ethos das escolhas do jogador deva se aproximar do que se pretende ao personagem.

Segue-se à inauguração de uma coluna, Triunfos e Tragédias, em que se realiza uma análise de materiais diversos, neste edição, zines.

A próxima seção é, possivelmente, a primeira publicação de um conto, de autoria de Robert Kuntz. Considerei muito simplório, mesmo porque Kuntz, à época, possuía apenas 21 anos.

Fight in the Skies é o assunto da próxima coluna, já que o jogo tinha sido adicionado ao catálogo da TSR. Quem escreve é Mike Carr.

Empire of the Petal Throne é abordado a partir de adaptações de regras para seu jogo de tabuleiro, War of Wizards, é o tema da próxima coluna, a cargo de John W. Berry. Richard L. Mataka apresenta, em continuidade, suas regras para jogar de forma solitária.

Doug Sclmeginan expõe uma nova classe, o Bardo! O autor propõe uma estrutura de personagem baseada em dois arquétipos tradicionais: o skald nórdico e o bardo celta, que chegava a precisar de quase vinte anos de treinamento. Achei bem interessante o papel secundário de historiador.

O Bardo é uma junção das habilidades de ladrão e usuário de magia, e que prosseguem nas habilidades de combate como o clérigo, utilizando itens como guerreiros. Possuem, ainda, a habilidade de enfeitiçar (charm) através de suas canções.

Os semi-humanos podem ser bardos, com "capagem" de nível. Fiquei com a impressão aqui de que há uma espécie de germe do que viria a ser a realidade posterior de D&D, combinação multi-classe.

O lore ou a capacidade de conhecer determinado item está presente aqui como uma habilidade especial. Porém, necessitam ter valores mínimos em Força e Inteligência.

As sete escolas bárdicas são apresentadas aqui e podem fazer com que o bardo tenha um conjunto de seguidores.

A seguir, são descritos 5 itens mágicos utilizados pela nova classe: Fochlucan Flarp, Mac-Fuirmidh Harp, Doss Lyre, Canaith Lyre e Cli Mandolin.

Seguem-se conteúdos para os outros produtos TSR: Boot Hill, Dungeon! e Ancient Conquest.

Por fim, o início da famosa Sage Advice, que, nesta edição, traz correções estatísticas a Greyhawk.

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