30 janeiro 2007

SUPERAVENTURAS MARVEL 68 (Abril Ed./88)

Originalmente publicado em: Daredevil #233 (1986); Marvel Premiere #41 (1972); Alpha Flight #21 (1984).

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Armagedom. Pra início de conversa, a história é dedicada ao rei Jack Kirby. Bazuca toca o rebú na Cozinha do Inferno. Demolidor tenta vencê-lo, sem ter que matá-lo. Glori e Ben Urich estão no local para cobertura da imprensa. Impressionante a seqüência segundo a narrativa de Ben, principalmente, quando chegam os Vingadores. Eles reivindicam Bazuca. A situação fica mais calma, Capitão América vai atrás de Bazuca, dentro da sede do governo. Ele acaba descobrindo mais sobre seu passado. O Rei ganha um prêmio da Associação dos Empresários, enquanto Capitão e Demolidor tentam proteger Bazuca e levá-lo ao Clarim Diário e revelar as relações criminosas com o Rei. O fim é antológico.
Ao terminar de ler, o leitor fica com a impressão de que leu uma das dez melhores produções de todos os tempos nesta área. Frank Miller articula a possibilidade que as histórias em quadrinhos permitem de uma aproximação com o cinema. E David trabalha no sentido de dar dinamismo ao desenho, estabelecendo tensão visual e emocional.
Nota: 5/5

Senhor das Estrelas
Argumento: Doug Moench
Arte: Tom Sutton

A trama se desenvolve sobre conceitos que são até interessantes, mas que não funcionaram aqui da forma mais adequada.
Nota: 2/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Sasquatch foi transformado em uma estátua viva de ouro. Lírio Dourado relata sua história e o relacionamento que teve com o mestre da alquimia, Diablo. Ao longo dos anos, ela arquitetou um plano para vingar a morte de seu amado. E agora, pretende transformar Aurora em estátua.
Nota: 4/5

SUPERAVENTURAS MARVEL 67 (Abril Ed./88)

Originalmente publicado em: Uncanny X-Men #162 (1982); Alpha Flight #20 (1984); Daredevil #232 (1986).

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Claremont sempre foi famoso por dar ênfase à Ororo dentro da estrutura dos X-Men. Entretanto, histórias como essa provam que seu talento era generalizado e favorecia a todos os mutantes.
Depois de serem capturados por Rapina e a Ninhada, os mutantes tornaram-se hospedeiros dos ovos da matriarca. Wolverine é o único a perceber e resolveu contra-atacar, mesmo que para isso, seja preciso acabar com seus colegas. Cockrum, que sempre foi muito criticado, nos mostra seu verdadeiro talento.
Nota: 4,5/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Aurora se submete a um realinhamento molecular e, assim, romper ligações com seu irmão. Talismã inicia seu treinamento. Ao sul de Vancouver, Jeanne-Marie e Walter enfrentam a ameaça de Lírio Dourado.
Nota: 3,5/5

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Pátria Amada. Entra em cena Bazuca. Ben Urich tenta manter viva a prova para desmascarar o Rei. Matt reinicia sua vida na Cozinha do Diabo. E tem de defendê-la do desenfreado Bazuca.
Nota: 5/5

29 janeiro 2007

SUPERAVENTURAS MARVEL 66 (Abril Ed./87)


Originalmente publicado em: Daredevil #231 (1986); Alpha Flight #19 (1984); Uncanny X-Men #161 (1982).

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Salvo. Enquanto Matt se prepara, o Rei enfrenta problemas em sua empreitada que ganha contornos de guerra pessoal. Ben Urich depõe sobre Nick Manolis. A enfermeira capanga decide lhe fazer uma visita. Matt também...Karen e Foggy estão em apuros. O Rei preparou uma cilada para o Demolidor. O final é digno de cinema. Destaque para as cenas em que Melvin fala ao telefone e o reencontro de Matt e Karen.
Nota: 5/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

A Tropa Alfa viaja no tempo em busca de Ranaq. Elizabeth se transforme em Talismã. Os heróis devem impedir que Ranaq consiga sua liberdade. Lucas Stang consegue derrotar a criatura mas seu futuro será amargo e solitário.
Nota: 4/5

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Professor Xavier ainda se encontra em estado catatônico. Ele se lembra do período em que passou em Israel e conheceu Eric Lehnsherr, o Magneto. Ajudou Gabrielle Haller, vítima do nazismo, a se libertar de sua catatonia. Os dois acabaram se apaixonando. Num ataque da Hidra, Xavier descobriu que Magneto era mutante e também a saída para seu atual estado catatônico. Na homenagem a Lilandra, a ameaça de Rapina e da Ninhada.
Nota: 4/5

SUPERAVENTURAS MARVEL 65 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Daredevil #230 (1986); Alpha Flight #17 e 18 (1984); Uncanny X-Men #160 (1982).

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Ressurreição. Matt se recupera. Karen foge. O Rei aguarda. Ben Urich desiste. Frank Miller conduz magistralmente esta seqüência de mini-histórias, cada qual com o seu drama. Prepara o terreno para a volta triunfal do Demolidor. Mazzucchelli arrebenta mais uma vez.
Nota: 5/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Infelizmente, a Abril conseguiu reunir em vinte páginas dois números inteiros da Tropa Alfa. Pigmeu e Wolverine sugerem a Heather que se torne a nova líder da TA. Shaman investiga o estranho fenômeno que aconteceu com sua filha o que o leva até a casa de Lucas Stang. Lá, ele e sua filha enfrentam Ranaq, o Devorador. E ela acaba por descobrir sua verdadeira natureza.
Nota: 4/5

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Brent Anderson

Os mutantes enfrentam uma terrível força demoníaca, Belasco, para salvar a irmã de Colossus. No entanto, eles descobrem que, em outros tempos, foram derrotados pelo mesmo demônio, já que em seu reino o tempo não existe. Com a ajuda de uma versão mais velha de Ororo, eles derrotam o demônio, mas Ilyana sofre uma transformação e cresce sete anos em poucos segundos. Belasco lhe dá um medalhão que exercerá seu poder enigmático num futuro próximo.
Nota: 4/5

ORIGENS DOS SUPER-HERÓIS MARVEL 4 (Abril Ed./95)

Originalmente publicado em: Fantastic Four #48, 49 e 50 (1965); Avengers Annual #10 (1981); no Brasil, Heróis da TV #58, 59 e 100.

Quarteto Fantástico
Argumento: Stan Lee
Arte: Jack Kirby

Uma história clássica dos chamados "Grandes Momentos Marvel". Trata-se da primeira aparição do Surfista Prateado e de Galactus. O mestre Stan Lee cria uma história de sensibilidade e humanização. O Surfista tem a tarefa de encontrar planetas para que seu mestre Galactus possa se alimentar. Mas ao perceber o erro que cometera, ele se rebela contra a vontade de Galactus, que, então, desiste. O preço pela desobediência será alto demais.
Stan Lee sempre promoveu histórias em que a tônica da trama esteve sobre a natureza do homem, seja pelo aspecto positivo ou negativo. A beleza de suas histórias está na simplicidade das reflexões dos personagens.
Nota: 5/5

Vingadores
Argumento: Chris Claremont
Arte: Michael Golden

Esta é a primeira aparição da personagem Vampira, ainda vilã. A trama gira em torno de Carol Danvers e Vampira. O pano de fundo é a tentativa de libertação da Irmandade dos Mutantes frustrada pelos Vingadores. Vampira se destaca por sua capacidade mutante de absorver os poderes temporariamente de quem toca. Mas, por ter tocado tempo demais em Carol, ela absorveu definitivamente seus poderes e memórias. A arte de Michael Golden é ótima.
Nota: 4/5

28 janeiro 2007

SUPERAVENTURAS MARVEL 64 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Uncanny X-Men #158 (1982); Alpha Flight #16 (1984); Daredevil #229 (1986).

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Os mutantes e Piratas Siderais tentam entender o que aconteceu ao Professor Xavier. Na televisão, o senador Robert Kelly defende uma investigação a todos os mutantes. Os X-Men têm que impedir o acesso aos seus dados e contam com a ajuda de Carol Danvers, a Miss Marvel. Mas, no caminho, terão que enfrentar Vampira.
Nota: 4/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Namor e Pigmeu foram capturados pelo Mestre. Marrina sucumbiu ao instinto agressivo de sua espécie. Box planeja sua vingança. Heather é visitada por Logan. A ameaça do lago é confirmada como mais um da espécie de Marrina. Pigmeu e Namor conseguem fugir, mas o submarino do Mestre explode. Namor acredita que Marrina morreu e ela decide abandonar sua humanidade.
Nota: 4/5

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Pária. Ao escapar do atentado, Matt vaga. Ben Urich decide falar com Manolis. Karen chega ao fundo do poço e Matt está acabado. Karen encontra ajuda para chegar até Nova Iorque. Foggy e Glori vivem um romance. Manolis é morto e Urich intimidado. Matt encontra alguém de seu passado. E o Rei... ele teme, pois "um homem sem esperança...é um homem sem medo".
Nota: 5/5

SUPERAVENTURAS MARVEL 63 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Alpha Flight #15 (1984); Uncanny X-Men #117 (1979); Marvel Fanfare #19 (1985); Daredevil # 228 (1986).

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Grande fase. Byrne consegue extrair a essência do personagem, o que torna um grupo aparentemente sem apelo, em micro-histórias paralelas. Pigmeu aciona Marrina para que possam investigar o mistério do lago. Mas, Namor intervém e é atacado por Marrina, que está sob o domínio do Mestre.
Nota: 3,5/5

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: John Byrne

Esta história faz parte dos "Grandes Momentos Marvel" da Abril e se passa antes da morte de Jean Grey. Professor Xavier acredita que seus pupilos morreram. Ele relembra sua vida e o tempo que passou no Egito, onde conheceu Ororo e teve seu primeiro duelo com Amahl Farouk, o Rei das Sombras.
Nota: 4/5

Manto e Adaga
Argumento: Bill Mantlo
Arte: Tony Salmons

História tapa-buraco. Destaque para arte exótica de Tony Salmons.
Nota: 2/5

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Purgatório. Foggy e Glori estão cada vez mais próximos e alheios a Matt. As coisas pioram, mas há um responsável. Vemos um Matt transtornado, indeciso e um rei a sua espera. Ben Urich luta para ajudar o advogado. Karen Page está fugindo e possui apenas uma saída... Matt decide ir ao encontro de Wilson Fisk, que está se deliciando com cada detalhe de sua derrocada. Mas cometerá um erro fatal.
Nota: 5/5

SUPERPOWERS 16 (Abril Ed./90)

Originalmente publicado em: Action Comics #600 (1988); Superman #18 (1988).
Argumento: John Byrne e Roger Stern
Arte: John Byrne, Kurt Schaffenberger, Curt Swan e Mike Mignola
Arte final: George Pérez, Jerry Ordway, Murphy Anderson e Karl Kesel

Trata-se de uma edição comemorativa dos cinqüenta anos do Super-Homem. A capa já trazia algo diferente para os fãs: um beijo entre a Mulher-Maravilha e o homem de aço. Sugestivo, entretanto, um dos muitos aspectos que fazem desta revista uma agradável surpresa. O site Universo HQ traz uma matéria em que esta revista está entre um dos dez momentos mais especiais do super.
A história está dividida em capítulos e em cada um, um convidado especial. No primeiro arco, a princesa amazona e o super enfrentam uma ameaça aos deuses do Olimpo, Darkseid. O segundo capítulo traz a reação de Lois Lane ao romance do super. O grande Curt Swan, eterno artista das histórias do super, é o grande convidado e ilustra o desafio que o homem de aço deve enfrentar, a radioatividade que vem de Krypton, com participação do Morcego Humano. A última história lembra vagamente a linha que Alan Moore seguiu em "Para o homem que tem tudo...". Temos Super-Homem em busca de respostas e elas se encontram em Krypton, que virou uma massa de gases e kryptonita. Sob efeito da radioatividade, o super delira e se indaga o que poderia ter acontecido se não fosse o único remanescente de sua raça. A história é bonita e mostra que sua humanização é também sua salvação. John Byrne estava afiado e segurava bem as pontas dos dilemas que atravessavam o super.

Nota: 4/5

Opinião: Muito Bom! Momentos de agradável leitura, uma penca de bons artistas e John Byrne. Acho que vale a pena, não?

25 janeiro 2007

SUPERAVENTURAS MARVEL 62 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Uncanny X-Men #157 (1982); Giant Size Master of Kung-Fu #1 (1974); Daredevil #227 (1987).

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Os Piratas Siderais e os mutantes tentam reparar os danos na nave. Chanceler Araki é morto por Lorde Samedar que assume o objetivo de acabar com a Terra. Professor Xavier na tentativa de estabelecer contato com Noturno e Kitty é incapacitado. A ninhada tem planos sinistros para todos os X-Men. O ataque à Terra é neutralizado, mas a mente de Xavier é destruída.
Nota: 4/5

Mestre do Kung Fu
Argumento: Doug Moench
Arte: Paul Gulacy

É aniversário de Shang Chi e o presente de seu pai é a sua morte. A história é fraca e a arte decepciona.
Nota: 1,5/5

Demolidor
Argumento: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Apocalipse. Karen Page vende a identidade secreta do Demolidor. Sem emprego, contas atrasadas, pego na malha fina, dinheiro bloqueado, acusado de suborno, perjúrio e má conduta. A vida de Matt Murdock está prestes a desmoronar...começa aqui a obra prima deste herói.
Nota: 5/5

Opinião: Clássico! Simplesmente ignore a história de Shang Chi. Uma edição contendo a saga da Ninhada e a Queda de Murdock... somente os bons e velhos tempos poderiam nos brindar com isto...

SUPERAVENTURAS MARVEL 61 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Daredevil #226 (1986); Marvel Team-Up #69 e 70 (1978); Uncanny X-Men #156 (1982).

Demolidor
Argumento: Denny O´Neil e Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli

Mais uma vez, uma decisão editorial infeliz da Abril em alterar a seqüência normal da revista ao dar um salto de seis edições. Entretanto, chegamos na era dourada do Demolidor, quando Miller assume a história. Neste capítulo, ainda em parceria com O´Neil, a trama ganha uma característica mais psicológica, em que os personagens se aproximam de nossos próprios dramas cotidianos. Temos um Demolidor rancoroso, ainda amargo, culpado, ressentido... e o Gladiador em seu caminho. Ponto negativo para a arte de David não adaptada ao arte-finalista.
Nota: 4,5/5

Homem-Aranha/Grandes Momentos Marvel
Argumento: Chris Claremont
Arte: John Byrne

A Abril achou um meio de tapar o buraco deixado pelo atraso do material da Tropa Alfa com esta história da dupla que fez sucesso nos mutantes. A trama gira em torno da ameaça do Monolito Vivo, que para exercer seus poderes na totalidade necessita da energia de Destrutor.
Nota: 3,5/5

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Os X-Men são transportados para a nave dos Piratas Siderais. Colossus está quase morto, mas, a tecnologia alienígena o salva. Professor Xavier reencontra Lilandra na nave de Rapina. O Corsário relata para o filho toda a sua história. E no espaço, os mutantes se encontram mais uma vez com a ninhada. Mas no confronto, ficam impedidos de transmitirem a mensagem que impeça o ataque à Terra. Destaque para página dupla da nave viva da ninhada.
Nota: 4/5

Opinião: Muito Bom! Diria até se tratar de um clássico, entretanto o motor ainda estava esquentando. X-Men e Demolidor, nesta edição, prenunciando grandes momentos. Ótima história explorando o Gladiador.

SUPERAVENTURAS MARVEL 60 (Abril Ed./87)

Originalmente publicado em: Uncanny X-Men #155 (1982); Daredevil #220 (1985); Alpha Flight #14 (1984).

X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum

Os X-Men são transportados para a nave Shiar. Araki concede mais tempo antes de atacar a Terra, na busca da Lilandra. Noturno e Kitty permanecem na nave como garantia, enquanto os outros vão em busca da imperatriz. Em Nova Iorque, eles enfrentam um ataque surpresa de Rapina e da ninhada. O resultado é catastrófico, pois Colossus é ferido mortalmente.
Nota: 4/5

Demolidor
Argumento: Denny O´Neil
Arte: David Mazzucchelli

Infelizmente, a Abril pulou 6 edições na cronologia brasileira para a americana. Isso era até comum naqueles tempos. Nesta história, Demolidor se vê imerso no sentimento de culpa pela morte de Heather sua ex-noiva, em meio a resolução de um crime comum. Arte magistral de Mazzucchelli.
Nota: 4/5

Tropa Alfa
Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne

Os eventos subseqüentes à morte trágica do Guardião. O retorno de Pássaro da Neve ao Canadá e a espreita de algo maligno. Heather e Pigmeu enfrentam a ameaça que vem do lago e que tem ligação com a espécie de Marrina. Algo amedronta Aurora em seu próprio espelho e o mistério que ronda a filha de Shaman.
Nota: 3,5/5


Opinião: Muito Bom! Grandes artistas em boas histórias, em sua maioria. Vale pelo confronto dos mutantes com a Ninhada.

23 janeiro 2007

SUPERAVENTURAS MARVEL 59 (Abril Ed./87)

 Vingadores
Argumento: Steven Grant e Roger Stern
Arte: John Byrne
Arte-Final: Dan Green
Cores: Mara Ayres

Em primeiro lugar, trata-se de uma história solo do Gavião-Arqueiro e como pano de fundo, a decisão sobre quem irá integrar a equipe. A história não é lá muito boa, mas arte era da sensação da Marvel naquela época, John Byrne, ainda no auge dos X-Men. Temos a aparição de Rapina.


 
Demolidor

Argumento: Denny O´Neil

Arte: David Mazzucchelli
Arte-Final: David Mazzucchelli
Cores: Cleusa Acosta


Este herói é diferente. Ou o escritor o torna diferente. Denny O´Neil traz uma dimensão sombria auxiliado pela estupenda arte de Mazzucchelli. Demolidor está disposto a resolver as contas com Micah Synn e o Rei também.


X-Men
Argumento: Chris Claremont
Arte: Dave Cockrum
Arte-Final: Bob Wiacek e Josef Rubinstein
Cores: Edi Ferreira

Bons tempos. Ciclope reencontra seu pai há muito desaparecido. Ele viajou a galáxia inteira e não foi para ver seu filho. Tem início uma das melhores sagas dos mutantes.


O que dizer? Byrne no auge, Mazzucchelli entrando nas histórias do Demolidor, anunciando o que viria por aí e X-Men iniciando uma das melhores sagas da Marvel.

OS VINGADORES ESPECIAL 1 (Abril Ed./88)


Argumento: Bill Mantlo
Arte: Rick Leonardi
Arte-Final: Ian Akin, Brian Garvey
Cores: Estúdio Criarte

Dando continuidade a GHM 10, na luta de Visão pela humanização do sintozóide, esta poderia ser considerada a revista que responde a esta questão. Os aspectos sentimentais constituem o ponto fundamental da trama criada por Bill Mantlo.

Visão e Wanda não são mais vingadores e estão mais interessados em viver como um casal quase normal do que combater super-vilões. Até que recebem uma visita inesperada de Samhain, interessado no livro druida enviado pelo Capitão América para a Feiticeira Escarlate. Na verdade, Samhain é um vilão de quinta e a história realmente começa quando aparece Robert Frank, o suposto pai da Feiticeira e do Mercúrio. O que se vê é Visão com metade do braço derretido, o idoso Ciclone (Robert Frank) morto e Wanda inconsciente, resultado do plano de Isbisa, um vilão que esperou quarenta anos para se vingar. Ele tenta se apoderar de Nuklo, o filho radioativo de Robert. Um dos melhores momentos de Visão que, na tentativa de salvar Wanda, arranca seu braço parcialmente derretido. Isbisa é derrotado pela Feiticeira.


A terceira parte é a melhor da revista, trazendo o relacionamento fraterno entre Visão e Magnum. Os dois possuem um elo de ligação próximo, pois os padrões mentais de Simon Williams estão em Visão também. Ambos têm que enfrentar a ameaça do Ceifador.

Na última parte, temos o encontro entre os Inumanos liderados por Mercúrio e o casal. A história de Wanda e Mercúrio é revelada em seus detalhes, enquanto que o verdadeiro pai busca o paradeiro dos filhos.Temos a revelação de que Magneto é o pai de Mercúrio e Feiticeira Escarlate, mas a história é muito mediana.

GRANDES HERÓIS MARVEL 15 (Abril Ed./87)


Argumento: John Byrne
Arte: John Byrne
Arte-Final: John Byrne
Cores: Andy Yanchus

A capa da edição americana #12 traz como título:"E um certamente deverá morrer". Intrigante, ao menos, se pensarmos que a Tropa Alfa surgiu como grupo coadjuvante para as histórias dos X-Men. Como merecer uma edição inteira de Grandes Heróis Marvel? Uma razão apenas: John Byrne.

Eu nunca fui fã de Byrne, achava seus desenhos muito característicos dos anos 80. E enquanto Jim Lee explodia nos mutantes no início dos anos 90 e influenciava uma década inteira, Byrne parecia estacado no tempo. Mas falo apenas de arte. Um assunto um tanto subjetivo.

Lendo esta revista quase vinte anos depois, eu tenho que me retratar: a história é fantástica! A trama é aparentemente sem brilho, pois ele capta o leitor gradualmente. A arte é melhor ainda do que nos X-Men, acho que era inspiração patriótica. Os personagens têm profundidade, individualidade, são bem manejados e suas diferenças são bem interessantes. Este é o caso de Pigmeu e a luta do dia-a-dia com seu próprio corpo e dos irmãos Aurora e Estrela Polar.

Temos a participação da Tropa Ômega e de Wolverine, já na última parte da revista.
Enfim, MacHudson, o Guardião, é enganado e levado a acreditar que irá trabalhar para uma empresa americana. No entanto, algo estava reservado para ele, uma vingança levada às últimas conseqüências. Grande história.


Na verdade, trata-se de um clássico das mãos de Byrne. A Tropa Alfa perde um de seus mais emblemáticos elementos e o post diz tudo.

GRANDES HERÓIS MARVEL 10 (Abril Ed./85)


Argumento: Steve Englehart
Arte:
Sal Buscema, George Tuska e Don Heck
Arte-Final: Joe Staton, Frank Chiaramonte, John Tartaglione
Cores: Phil Racheson, George Roussos, Petra Goldberg

A primeira revista que comprei foi Marvel Saga #1, a qual espero em breve poder resenhar aqui, e trazia um arco de histórias com os Vingadores. Era fantástico, um mundo novo que se abria para mim. Estava acostumado a ler apenas Disney ou Turma da Mônica... super-heróis do porte de um Thor, um Homem de Ferro, um Homem Aranha, traziam um peso diferente às suas histórias.

Mas, quem realmente me deixava intrigado era Visão. Como um ser humano poderia se apaixonar por um andróide? Não apenas isto, mas os poderes do Visão eram muito originais. Alguém que poderia alterar sua densidade do estado total de intangibilidade para o do mais duro diamante, este tipo de apelo me cativava. Entretanto, relendo esta história, percebi que o que procurava era a resposta para a questão do próprio Visão: um andróide ser capaz de amar. E para amar, seria necessário compreender de onde veio.


A trama se desenvolve em torno de dois eventos simultâneos: a origem de Visão e de Mantis, a Madonna Celestial. Este benefício é concedido por Imortus e nas duas histórias paralelas são revelados detalhes como a origem da guerra entre Krees e Skrulls e o destino do primeiro Tocha Humana que na verdade é... o Visão! E Mantis e Serpente da Lua dividem algo mais do que uma mera semelhança.

Ao final, o desfecho da batalha com Kang e o casamento de Visão e Feiticeira Escarlate. Vejamos: a origem da batalha Kree-Skrull, de Visão e Mantis, a Madonna Celestial, tantos acontecimentos...




22 janeiro 2007

GRANDES HERÓIS MARVEL 4 (Abril Ed./84)


Argumento: Chris Claremont
Arte: Michael Golden, Dave Cockrum e Paul Smith
Arte-Final: Michael Golden, Bob McLeod
Cores: Michael Golden, Glynis Wein, Terry Austin


Se hoje em dia os roteiros de Chris Claremont não andam lá essas coisas, nesta época, ele arrebentava. Nunca gostei de três coisas: Anjo, Kazar e Terra Selvagem. Sempre achei que o Anjo nunca serviu pra nada até se tornar Arcanjo. Já Kazar e Terra Selvagem sempre tiveram um ar meio de Tarzan.

Mas tenho que dar o braço a torcer. As histórias desta revista são demais. Giram em torno da procura por Karl Likos, o Sauron, com um elemento inusitado, o Homem Aranha, mais precisamente, Peter Parker. Claremont era inspirado, e como tal, suas histórias tinham a capacidade de prender o leitor.

Na primeira, o Anjo e o Homem Aranha enfrentam a ameaça dos Metamorfos, criaturas criadas por Magneto, e o processo de involução. Já na segunda, Karl Likos na tentativa de salvar Peter, Warren e sua amada Tanya Anderssen, se transforma em Sauron. A arte de Michael Golden é espetacular, prejudicado apenas pela impressão horrorosa que a Abril dispensava às suas revistas.

Na terceira, os X-Men entram em cena na tentativa de deter os planos de Sauron. E na última história, com arte decepcionante de Paul Smith - embora sua visão da Ororo esteja entre as melhores, Sauron sucumbe ao trabalho de equipe do selvagem Kazar e dos mutantes. Minha única crítica em relação ao roteiro vai pra demasiada ênfase em Tempestade, enquanto os outros estão mais para coadjuvantes (estou me referindo aos outros X-Men).


De qualquer forma, uma ótima história para quem gosta dos mutantes e do Homem Aranha. Não é fundamental tê-la, nem para a cronologia dos mutantes nem para do aracnídeo, muito embora Claremont e Golden façam valer cada centavo.
 

21 janeiro 2007

MARVEL ESPECIAL 3 (Abril Ed./87)

Argumento: Steve Englehart e Stan Lee
Arte: John Buscema
Arte-Final: Joe Sinnott, Bill Everett, Sam Grainger

Em 1987, era a vez de sermos presenteados com estas duas histórias do Thor. A primeira, incluída no anual de 1976, A Guerra dos Deuses, reconta a história do universo sob o ponto de vista da mitologia nórdica. Interessante. A trama gira em torno da imaturidade de Thor, que, como Deus do Trovão, age como uma criança em relação às consequências de seus atos. Como pano de fundo, uma guerra entre divindades gregas e nórdicas, com aparição do semi deus Hércules. A arte é incomparável. O grande John Buscema é sinônimo de perfeição.


Na segunda, um arco de histórias publicadas em 1970, contamos com roteiros de Stan Lee, e por isso, uma boa história. O Deus do Trovão enfrenta os perigos do Infinito.

Na verdade, vemos que o próprio Odin está envolvido do início ao fim da trama. Histórias como essas, em que temos o próprio senhor de Asgard em ação, sempre exercem curiosidade no leitor, na medida em que podemos ter uma idéia do raio de ação desta entidade.

Thor enfrenta desde as ameaças costumeiras de seu meio irmão Loki ao reino como o toque mortal da deusa Hela. Vale a pena conferir esta saga. Tantos craques, não há como deixar de ter essa edição na coleção. Lê-la é visitar um pouco a história das HQs, procurando entender como Lee, Englehart e Buscema criaram esse fantástico mundo mitológico que tanto gostamos.

MARVEL ESPECIAL 2 (Abril Ed./86)

Argumento: Stan Lee, John Romita, Roy Thomas e Gerry Conway
Arte: Jonh Romita e Gil Kane
Arte-Final: Jim Mooney, John Romita, Frank Giacoia, Tony Mortellaro
Cores: Dave Hunt
Capa da edição brasileira de Watson Portela




A editora Abril presentou a todos os fãs do Homem Aranha com este especial publicado em dezembro de 1986, que agrupa um arco de histórias com o Duende Verde e que altera a vida de Peter Parker. Por que? Porque traz como desfecho a morte de Gwen Stacy, o primeiro amor na vida do herói.



A revista é divida em três partes publicadas nos EUA ao longo de três anos. A primeira, magnificamente desenhada por John Romita, trata-se de um especial, em preto e branco na versão americana, que se desenvolve em torno da amnésia de Norman Osborn em relação ao seu verdadeiro ego, o Duende Verde. Peter Parker acompanha de perto esperando que o pior não aconteça. Mas acontece. Nesta época, Mary Jane e Gwen disputavam Peter. Até o professor Warren (posteriormente o Chacal) faz uma ponta.

A segunda parte traz uma história em torno do polêmico tema das drogas, na época, vetado pelo Comics Code. Não há muito o que dizer, apenas que Stan Lee é um gênio. Sua abordagem é limpa e contínua. Não há "forçação de barra". Um cara que angustiado recorre às drogas como mediação para seu sofrimento, no caso, o melhor amigo de Peter, Harry Osborn. Além deste problema, o perigo da revelação de sua identidade e o medo que isto acarretasse consequências terríveis em sua vida. Como manejar a situação do ponto de vista do herói e do ser humano, afinal, o Duende Verde é Norman Osborn, o pai de Harry, e enfrenta um período de grave confusão mental. Também, a saudade de Gwen, que estava na Inglaterra...


A última parte, com argumentos de Roy Thomas e Gerry Conway, mudou esta perspectiva e, de certa forma, o rumo dos personagens Marvel. Ainda na difícil tarefa de conciliar todos os laços deste nó construído ao longo da revista, Peter se vê em seu pior pesadelo: a pessoa que mais ama envolvida nos percalços do Homem Aranha. O que irá se seguir é completamente eletrizante, a busca alucinada para alcançar o Duende antes que seja tarde demais. Mas, já era tarde demais... Vemos um Peter Parker completamente enfurecido em busca de vingança, uma vingança que nunca traria o sentimento necessário a reparar esta perda. Uma conclusão que ele mesmo chegaria ao final da história. Brilhante.



Não há muito mais o que dizer que já foi dito, apenas que trata-se da morte de Gwen Stacy.


 
Colecionei gibis durante uns 10 anos. Não comprava há pelo menos 5. Neste meio tempo, eu dei minha coleção com mais de 1200 gibis e me arrependi. Estou voltando essa semana.

Pesquisando, pela internet, fui incapaz de achar um site que tivesse reviews de gibis antigos, principalmente, os da década de 70 e 80. Este tipo de informação é vital quando se quer comprar revistas antigas e não se sabe ao certo seu conteúdo.

Portanto, irei postar aqui meus reviews das revistas que adquirir. Este trabalho é lento e gradual, mas constante.

No primeiro, estarei revendo um clássico dos quadrinhos: Marvel Especial 2.

Sintam-se à vontade.

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